5 dicas para bibliotecários recém formados conseguirem a tão sonhada carteira assinada

Foram quatro anos esperando, sonhando, desejando, chorando pelo o diploma universitário. Depois de muita luta, muito sacrifício pessoal, muita vontade de jogar tudo pro alto e vender artes na praia eis que… ELE CHEGA. O DIPLOMA CHEGOU.

Sim, senhoras e senhoras, pareceu uma eternidade (até maior que a da bolsa cair na conta) mas o momento aconteceu, você entregou o tcc, fechou as horas complementares, cursou todas as disciplinas obrigatórios e optativas e finalmente você é um ser livre e pode ter uma cela especial quando o réu primário não for suficiente.

Quando senti que tinha terminado a faculdade e fiquei no limbo até o momento da colação de grau e me senti exatamente quando os peixes do aquário em Procurando Nemo ao conseguir chegar no mar:

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– e agora?

Fui acometida por um momento único de desespero por não ter absolutamente nada decidido do que fazer da minha vida. Procurarei trabalho? Vou empreender? Estudarei para concurso público? Pego um empréstimo no banco, largo tudo, vou viajar e faço um vlog? Foram longas conversas com o psicólogo, com a família e com Deus.

Imagem relacionada
– deus do céu, me ajuda aí pelo amor de você mesmo

Até que então, cheguei a conclusão que a melhor coisa para a minha vida neste momento seria: trabalhar mesmo. E agora, compartilho com vocês cinco coisas que eu fiz que me ajudaram bastante a arrumar meu empreguinho.

1. Faça contatos

Minha ex-chefe do estágio costumava dizer duas coisas para mim. A primeira era que em biblioteconomia você tem que ter QI e QE. No caso, Quem Indica e Quem Empurra. E a segunda coisa era “ai, que vontade de tomar um café quentinho”.

Fiz um texto no linkedin onde falo da importância do círculo social na faculdade. Resumidamente, são seus colegas de turma e professores da faculdade responsáveis por abrir as suas portas no mercado. E são também responsáveis por mantê-las abertas.

Até me arrisco em dizer que influência é mais importante que experiência. É triste, eu sei. Desanimador também. É quando que você percebe que o mundo não funciona só em prol do que você merece ou não. Como disse Paulo Alves nos comentários do post “”seja uma pessoa fácil de lidar que tudo é facilitado para você.” Anotem essa frase no caderno se você ainda estiver na faculdade. E caso, já tenha se formado, coloca como plano de fundo no celular.

Basicamente, quem tem amigo tem tudo e quem tem contato tem o mundo.

Quando eu decidi que queria procurar por trabalho, investi completamente meu tempo em conhecer bibliotecários em lugares que gostaria de trabalhar. Tomei vários cafés, sorvetes e cervejas para trocar ideia e tomar notas de como me inserir no mercado. Não tenha vergonha.  Até para São Paulo fui para fazer isso. O emprego pode até não vir exclusivamente disso, mas você se manterá atualizado e a sua rede de contatos (e amigos) crescerá!

Uma boa ideia também é frequentar eventos e cursos na área. Aproveite o momento de intervalo e cafézinho não só para encher o bucho, mas também para trocar ideia com o público, conversar com os professores e fazer contatos.

2. Crie conteúdo na web

Se você não tem muita experiência no currículo e também não fez tantos contatos durante a faculdade, ou até mesmo fez isso tudo, uma boa forma de mostrar suas ideias sobre a sua profissão é criar conteúdo na web. Pode ser posts em blogs, facebook ou twitter, vídeos, artigos no linkedin, stories, páginas no facebook. O importante é ter um lugar pra explorar, pensar e repensar a Biblioteconomia como um todo.

O que você falou no seu tcc? Porque não fazer um post sobre isso e submeter a Biblioo? O aqui mesmo no blog? Você passou no mínimo uns seis meses pesquisando sobre um assunto, você tem autoridade pra falar sobre aquilo. E quando você fala, explorar seu ponto de vista, outra pessoa pode concordar com você e virar um contato.

Quando comecei a fase de buscar trabalho, concentrei em criar conteúdo periodicamente pras minhas redes sociais e pro blog. Não ganhei um real com isso, mas ganhei contatos importantíssimos.

3. Faça uma conta no linkedin

O linkedin cresceu nos últimos anos e a presença de bibliotecários ainda é pequena. Os mais atualizados criam conteúdo e interagem por lá. A rede social profissional é uma ótima ferramenta para criar conteúdo, se mostrar pro mercado de trabalho e se conectar com pessoas.

O Edu Costa, especialista na rede social, compartilhou 64 hacks para fazer o seu perfil bombar por lá. Testei e eles funcionam mesmo. Vi as estatísticas do meu perfil quadruplicarem, a interação aumentou bastante e ganhei uma relevância nas buscas.

Custa tempo e dedicação semanal, no mínimo, mas os resultados são satisfatórios. Se você não correr atrás e dedicar por você mesmo, a sua mãe não vai fazer isso mais.

4. Peça ajuda a especialista sobre seu currículo

Foi no linkedin que descobri que o meu currículo era um lixo. E nem digo de conteúdo. Era de aparência mesmo. Tinha excesso de informação, focava em coisas que não precisavam e tinha mais de duas páginas. E assim, pra quê?

Comecei a pedir ajuda aos especialistas de RH, bibliotecários já empregados, procurar dicas de melhoria e virei uma discípula de Carolina Ferreira, essa mulher dá dicas diárias desde a construção do currículo até a entrevista final.

5. Entenda o que você quer. 

Essa fase de buscar um emprego foi quase uma análise dentro da análise. Por muitas vezes parei e me perguntei o que eu realmente queria e precisava. Fiz todas as listas possíveis de prós e contras. Consultei guru, meu psicólogo, tarot, revelação na igreja, qualquer coisa que me desse uma direção.

E aí, me perguntei, o que eu realmente gosto? Qual é a minha motivação? O que posso mudar no mundo? Qual é o meu diferencial? Onde realmente quero trabalhar?

Aí aceitei a proposta do primeiro emprego que apareceu porque até hoje não sei nada disso.

Brincadeira.

Em uma das minhas trezentas autoanálises eu percebi algumas coisas: por mais que goste de me aventurar pelo mundo, me sinto mais confortável com tarefas, rotinas e pressão; gosto muito de tecnologia, comunicação e inovação; mas o que me fascina e faz meus olhos brilharem mesmo é a educação. Depois que percebi tudo isso, ficou muito mais fácil filtrar o que eu queria encontrar.

Atirar para todos os lados ou se candidatar em todas as vagas que aparecem só te faz gastar energia mental e dados de internet. Você deve ser respeitar, criar um plano de ação pra sua vida e se questionar.

E se nada disso der certo, você pode virar um coach bibliotecário.


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