3 ideias para atividades de volta às aulas nas Bibliotecas Escolares

O ano virou, janeiro entrou e o volta às aulas está batendo na porta. Você já está desesperada, tentando se esconder no quarto para ver a se a visita vai embora. Mas você lembra que é pra isso que você está ali. Aí respira, se olha no espelho, passa um batomzinho e blush para aparentar saúde, arruma o que dá e abre a porta toda simpática: – nossa, que saudade! Seja muito bem-vindo. – E logo começa o desespero. O que vou fazer agora?

Claro que isso não vai acontecer com você, porque te dou aqui três ideias de atividades para inserir no seu planejamento de janeiro (ou fevereiro) da sua biblioteca.

1. Alunos contadores de histórias

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-Tia, eu passei minhas férias na Disney. Foi muito legal, conheci o Mickey e o Pateta, andei na montanha russa grandona e comprei a casa dos sonhos da Barbie. E você, tia? Foi pra Iguaba Grande de novo?

Fazer uma inversão de papéis de vez em quando faz bem e refrigera o ambiente, principalmente numa biblioteca escolar. O aluno pode se sentir mais livre e pertencente ao espaço. Nesta atividade, em vez de você contar uma história, você pode montar  o tapete de borracha, formar um círculo com os alunos, diminuir a luz do ambiente, disponibilizar algumas lanternas e pedir para os alunos contar suas histórias e aventuras das férias, simulando os acampamentos de verão americano.

Também é interessante pensar na decoração, criar fogueiras figurativas, fazer algumas barracas de acampamento com tnt para fixar na parede e usar as luzes de natal para dar um efeito mais acolhedor.

O bibliotecário pode começar a atividade para incentivar, mas o objetivo é dar o aluno o poder de criar e estruturar narrativas de suas próprias vivências, no final, surpreenda seus alunos com marshmallows.

 

 

2. Premiere com as novas aquisições

Totalmente inspirado na cerimônia do Oscar, a premiere é uma atividade para expor aos alunos todos os livros novos adquiridos pela biblioteca. Realizei essa atividade em uma biblioteca escolar em 2017 e foi um sucesso. Lá, por ser em rede, só poderíamos emprestar os livros a partir de março. Então, no primeiro mês de aula, os alunos ficaram inquietos para tomar emprestado os livros, o que fomentava a ânsia pela atividade de “estreia” de leitura no ano.

Com uma playlist cinematográfica, disponha as aquisições nos expositores e mesas da biblioteca. Na decoração, use e abuse do vermelho e dourado, estrelas e frases inspiradoras (o questionadoras) de autores nacionais ou latinos. Incentive os alunos novos à se inscreverem na biblioteca através de brindes descolados com editoras parceiras. Faça uma calçada da fama com os nomes dos autores nacionais, com cartolina ou papel laminado.

É o momento ideal para conhecer seus novos alunos e se reconectar com os antigos, interaja sobre os livros novos, tente conhecer a sinopse antes para instigá-los. Os alunos se sentem muito reconhecido quando são lembrados. Viu um livro que poderia agradar algum aluno que você já conhece os hábitos de leitura? Ou que você viu no Skoob dele que era o que desejava ler? Seja adepta do “EI, PSIU TEM UM LIVRO AQUI QUE VOCÊ VAI AMAR”. Tenho a certeza absolutamente testada em ambiente científico que isso funciona.

Faça deste dia na biblioteca, leve, de muito barulho e troca!

3. Trote Literário

Séries iniciais. Turmas inteiras que não se conhecem. O que a biblioteca pode fazer na fase de acolhimento dos alunos?

Esse foi um desafio que nos foi dado em 2015, na escola em que trabalhei. Ficamos inteiramente responsáveis pelas dinâmicas de interação das turmas. E criamos o Trote Literário, um conjunto de atividades que incentivam à doação de livros para o acervo da escola e para uma biblioteca comunitária da Maré.

O Trote tem como finalidade unir os alunos através das atividades realizadas na biblioteca, como acontecem mesmo nas universidades de todo o Brasil. Jogos como o “quem sou eu?”, onde os alunos se apresentam para a turma e contam suas histórias, podem ser criados com as turmas nos primeiros dias. A biblioteca pode criar pequenos desafios nas redes sociais para as turmas ganharem, como por exemplo “qual turma conta melhor uma história para o ensino infantil?” ou “qual turma melhor apresenta uma poesia na hora do intervalo?”.

Quanto a proposta principal do projeto, os alunos devem criar estratégias em conjunto para coletar e doar mais livros.  O projeto premia a turma que mais pontua, ou seja, a que mais arrecada, e a que mais ganhou os desafios diários ou semanais. Na instituição, o prêmio nada mais era que um “Encontro com a autora Talitha Rebouças”. Os alunos ficaram ouriçados e participaram em massa, criando parcerias com suas turmas para baterem as metas de coleta e doação para ganharem. Mas nesse caso, vale investigar e pensar qual melhor se adapta à realidade e ao gosto dos alunos.

 

Com essas três dicas bacanas, você já pode surtar apenas com a visita do CRB pra ver se está tudo em ordem. Com as visitas dos seus alunos, você deve aproveitar junto com eles, porque se você ouvir a sua consciência o espaço é deles, para eles e você é a mediadora dos usuários com o paraíso. Tipo Deus.

Tem mais ideias? Compartilha com a gente nos comentários.

 


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